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O dia em que simplesmente aprender Inglês não foi mais o bastante

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Bia Willcox

Em tempos pra lá de líquidos, muda-se de emprego, de desejos , opiniões e conceituação do que é necessário e daquilo que deixa de ser suficiente. As mudanças na sociedade vêm acontecendo na mesma velocidade da informação e a análise da necessidade ou propriedade de tais novidades, muitas vezes na razão inversa. Ou seja, nem sempre se analisam as novas demandas a tempo de questioná-las. Simplesmente segue-se o baile. Ou o fluxo das novas correntes.
Estudar Inglês é hoje uma das demandas que mais sofre modificações. Veja só o passar do tempo:
✔Começar o Inglês aos 10 anos é tarde. Devemos começar na Educação Infantil.
✔Um ou dois encontros semanais não são suficientes, é preciso ter Inglês diariamente.
✔Não basta aprender Inglês (gramática, vocabulário ou uso da língua), tem que se aprender em Inglês, ou seja, ter cross curriculum activities.
✔Inglês mesmo se aprende lá fora. Tem que fazer programa de intercâmbio e viver o Inglês. A imersão seria a experiência.
✔Não basta ter Inglês presente na vida do menino ou da menina diariamente, tem que ter currículo internacional. Tem que ir pra escola internacional, se não o ensino fica fraco.
✔Tem que fazer o programa IB, tem que fazer exame internacional, tem que estudar em escolas “de santos gringos”, tem que pagar muito caro a mensalidade e viver o Inglês dos nativos.
✔Curso de Inglês agora tem que se associar à Programação, Cultura Maker, Robótica, Lego, Games. É um combo imperdível.
Na verdade, quando analisamos os itens acima, é impossível não reconhecer que ficou cada vez melhor. Não há dúvida.
Tudo o que sabemos é que o Inglês jamais deixará de ser uma necessidade básica para muitos e que língua se aprende de todo o jeito, basta ter o ambiente, o facilitador, as ferramentas e a motivação.
Tenho muita dificuldade de imaginar um mundo pessoal limitado pela falta do real Esperanto, a língua inglesa.
Ensinar Inglês,em outras palavras, ELT, é a cauda longa, o pano de fundo que não sai de cartaz, é o fio condutor e o meio pra se chegar ao futuro que se delineia para todos. Seja de que jeito for.
A única realidade inexorável é que os cursos de idiomas ficaram caros e “fora de mão” na medida em que muitos pais trabalham o dia todo e têm mais conforto e segurança deixando seus filhos na escola por mais tempo. Por outro lado, muitos gostam de deixar no curso acreditando que o valor agregado ao idioma são os aspectos culturais da língua, o estímulo à imersão e ao que se aprende naquele espaço além do Inglês que trabalham na escola.
Considerando o cenário realista na rotina das famílias de hoje, entendemos melhor a mudança do modelo no ensino do Inglês: demanda por praticidade, melhor custo x benefício, mais qualidade dos conteúdos, e maior quantidade de horas expostos à língua.
Mas cabe ressaltar que paradoxalmente a toda essa demanda por um novo formato mais intensivo de ensino de Inglês, há ferramentas simples de aquisição linguística que antes não existiam e que não integram o checklist educacional das famílias – quando pensam o quanto querem ver seus filhos bilíngues asap: as facilidades de acesso a canais de desenhos e programas infantis em Inglês, as séries importadas em Inglês, os jogos online, os inúmeros canais de YouTube e as livres buscas por conteúdos nas redes sociais e Google.
Em outras palavras, ao mesmo tempo em que se busca mais tempo e sofisticação do ensino de Inglês, temos hoje o fenômeno do autodidatismo digital – crianças e adultos aprendendo mais (e muitas vezes melhor) nos meios digitais.
Sendo assim, só me resta concluir que, mesmo com tanta evolução no grau de exigência do aprendizado da língua inglesa, aprender Inglês continua sendo uma demanda clássica, tradicional. Seja de que jeito for, o importante é personalizar um ensino de qualidade adaptando-o à realidade dos alunos, da escola e às demandas dos alunos e seus pais.
Não é 8 ou 80. O ensino de Inglês em diferentes cargas horárias vai trazer benefícios consistentes para os alunos desde que dado de forma tecnicamente correta, com paixão, ludicidade e significado para o aluno. Portanto, que se lute pelo melhor Inglês possível dentro da realidade e orçamento da escola. Ao final, o bom Inglês fica e deixa no aluno a semente do querer aprender mais. E ele aprende, acredite-me.
O sol nasce para todos.

 

Bia Willcox é especialista em Educação Bilingue e CEO da marca educacional Wowl que desenvolve e implanta programas de Inglês em escolas, condominios e em suas unidades próprias e licenciadas, além de ter fundado em 2016 uma Escola de habilidades para educacao tecnológica – Play2Learn.
Jornalista e escritora. ela escreve e fala sobre educação, Empreendedorismo, Tecnologias e Comportamento na rádio Bandnews e no Portal R7 onde assina um blog com seu nome.

 

2020-07-10T09:00:53-03:00