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Socorro! Meu filho não fala inglês!

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Por Luciana Trouche, professora de inglês formada em Letras, produtora de conteúdos pedagógicos e capacitadora dos programas bilingues WOWL.

Trabalhando com crianças há mais de quinze anos, é fácil reconhecer uma característica comum à maioria dos pais: a ansiedade em ver seus filhos falando inglês.

Muitos pais vêm a mim para saber QUANDO seus filhos começarão a falar inglês, e a resposta é sempre a mesma: Cada um tem seu tempo. Sim, cada criança tem uma relação única com a língua e cada aprendizado ocorre em um ritmo diferente.

Segundo Lev Vygotsky, a aprendizagem é uma experiência social, na qual o indivíduo deve interagir com os demais, trocando vivências e ideias. Esta experiência é mediada pela interação entre a linguagem e a ação. Para que a aprendizagem ocorra, a interação social deve acontecer dentro da zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que seria a distância existente entre aquilo que o aluno já sabe, e o que ele possui potencialidade para aprender, seu conhecimento potencial. Assim sendo, cada aluno tem seu tempo para aprender.

Ainda segundo Vygotsky, o aluno leva um tempo absorvendo o que aprende, ao que chama de input e quando está seguro do que internalizou, inicia a fase de expor o que sabe, a esta fase chama-se output. Cada aprendizado é íntimo e pessoal e leva em conta a bagagem de vida que cada aluno tem. Portanto, não adianta querer comparar seu filho com o coleguinha, nem forçar a criança a falar em casa. Há de se ter paciência e esperar o momento em que ele esteja seguro e confortável para começar a externalizar o que aprendeu.

No entanto, podemos nos dedicar em sala a approaches e técnicas que acelerem esse tempo e compartilhar nossas técnicas e vivências em sala com os pais a fim de que possam intensificá-las em casa para que, com essa parceria, chegue-se em menos tempo ao resultado tão esperado. Esse resultado vai ser o “beta”, ou seja, uma primeira versão, pois sempre investiremos na crescente intimidade, conforto e fluência na língua inglesa com a naturalidade de quem não percebe que está falando uma língua estrangeira.

O que os pais podem fazer é estimular seus filhos em casa de forma saudável. Ouvindo músicas em inglês, assistindo a vídeos, fazendo viagens em que a língua inglesa se faça presente, usando aplicativos de celular e brinquedos que estimulem o inglês e o principal: respeitar o tempo de cada criança, fazendo com que a experiência deles com a língua se dê de forma natural e prazerosa.

Luciana Trouche

 

Referências:
1. http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf.
MOREIRA, Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995

2020-07-10T09:00:56-03:00